Page 209 - Brasil e o Mar no Século XXI
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Centro de Excelência para o Mar Brasileiro
O BRASIL E O MAR NO SÉCULO XXI
continuação
1986-1995 1996-2005 2006-2015 2016 2017 2018
Average per year
(million tonnes, live weight)
Total world
fisheries and 101.8 124.6 149.5 166.1 172.7 178.5
aquaculture
Utilization 2
Human
consumption 71.8 98.5 129.2 148.2 152.9 156.4
Non-food uses 29.9 27.1 20.3 17.9 19.7 22.2
Population
(billions) 3 5.4 6.2 7.0 7.5 7.5 7.6
Per capita
apparent
consumption 13.4 15.9 18.4 19.9 20.3 20.5
(kg)
Trade
Fish exports -
in quantily 34.9 46.7 56.7 59.5 64.9 67.1
Share of
exports in total 34.3% 37.2% 37.9% 35.8% 37.6% 37.6%
production
Fish exports -
in value (USD 37.0 59.6 117.1 142.6 156.0 164.1
billions)
1 Excludes aquatic mammals, crocodiles, alligators and caimans, seaweeks and other aquatic plants. Totals may not match
due to rounding. Utilization fata for 2014-2018 are provisional estimates. Source of population figures: UN DESA, 2019 . 6
3
2
Legenda: 1. Não inclui mamíferos aquáticos, répteis crocodilianos e algas marinhas; 2. Dados para 2014-2018 são
estimativas preliminares; 3. Dados populacionais do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações
Unidas (UN-DESA), 20191.
Fonte: FAO (2020).
A estagnação da produção mundial de pescado por captura nas últimas três décadas é
uma clara indicação de que os principais recursos pesqueiros explorados comercial-
mente já se situam muito próximos de seu limite máximo sustentável, não havendo,
portanto, maiores perspectivas para seu crescimento. Segundo a FAO, a produção mun-
dial de pescado por captura não deverá ultrapassar as 100 milhões de toneladas. 6
No Oceano Atlântico Sudoeste, área de particular interesse para o Brasil, a produção
de pescado por captura em áreas marinhas tem oscilado em torno de dois milhões de
toneladas desde meados dos anos 1980. Como não têm sido gerados dados estatísticos
da produção brasileira desde 2010, não há como avaliar as tendências mais recentes.
Em 2017, a maioria (69,6%) dos estoques pesqueiros marinhos mundiais estavam ple-
namente explotados, não havendo qualquer possibilidade de expansão sustentável das
capturas, enquanto cerca de um terço (34,2%) encontravam-se sobre-explotados, haven-
do, portanto, apenas 6,2% dos estoques pesqueiros mundiais com alguma possibilidade
de aumento da produção em curto prazo (Figura 2). Além disso, entre os dez principais
6 Disponível em: <https://www.sdg16hub.org/node/1134>. Acesso em: 17 abr. 2022.
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