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5ª Parte: O Mar – Ecologia e Turismo
                                                               CAPÍTULO XII: POLUIÇÃO MARINHA
                A presença de carvão mineral, caulim, feldspato, argila e barro branco possibilitou o
                desenvolvimento das indústrias extrativas e de transformação de produtos minerais
                não metálicos, que se dedicam à confecção de pisos e azulejos. Criciúma constitui o
                centro da região carbonífera de Santa Catarina e, portanto, o que mais sofre com a
                poluição provocada por essa atividade. Assim, também é recomendável o monitora-
                mento dessas áreas para que se possa avaliar o impacto dessa atividade industrial.

                A extração do carvão provoca degradação ambiental não só por suas caracterís-
                ticas intrínsecas, mas também devido ao alto teor de impurezas do carvão, que
                produz uma proporção de rejeitos na ordem de 60%, originando problemas devido
                à sua inadequada disposição (EGLER, 1995; IBGE, 2011). As usinas termoelétricas
                contribuem significativamente para a degradação ambiental porque, na queima, o
                carvão libera grande quantidade de enxofre, elemento que reage com o oxigênio
                e a água presentes na atmosfera, formando a chuva ácida, que pode provocar o
                desfolhamento de plantas, a acidez do solo e até a morte de peixes em sistemas
                aquáticos de pequeno porte.

            •   Beneficiamento e exportação de minério de ferro e produtos siderúrgicos:
                Atualmente, estão entre os principais produtos das exportações brasileiras. Há
                duas  grandes  áreas  produtoras  situadas  no  interior  do  território  nacional:  o
                Quadrilátero Ferrífero (MG) e a Serra de Carajás (PA), de onde partem ramais fer-
                roviários que desembocam em terminais especializados com unidades de peloti-
                zação. São os terminais da Ponta da Madeira, em Itaqui (MA); de Tubarão e Vitória
                (ES), onde a Vale opera o Terminal de Paul, especializado em operações com fer-
                ro-gusa; o de Praia Mole (SC), onde se destacam operações de apoio às usinas si-
                derúrgicas de Tubarão, Usiminas e Açominas; e o de Mangaratiba (RJ), explorado
                pela Minerações Brasileiras Reunidas (MBR).
                Associadas ao beneficiamento de minério de ferro ou à proximidade de terminais
                de desembarque de carvão siderúrgico, grandes plantas industriais foram estabe-
                lecidas no litoral, como a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em Cubatão;
                a Companhia Siderúrgica da Guanabara (Cosigua), em Santa Cruz, município do
                Rio de Janeiro; a Companhia Ferro e Aço de Vitória e a Companhia Siderúrgica de
                Tubarão (CST), no Espírito Santo; a Usina Siderúrgica da Bahia (Usiba), em Simões
                Filho; e a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro; entre outras.

                No Quadrilátero Ferrífero (MG), o rompimento da barragem do Fundão, local de
                despejo dos resíduos da mineração de ferro da Samarco Mineração S.A., de pro-
                priedade das empresas Vale do Rio Doce e BHP Billiton (anglo-australiana), causou
                um vazamento de aproximadamente 35 milhões de metros cúbicos de lama, que
                percorreu em seis dias mais de 600 km, da barragem em MG até a foz do Rio Doce
                em Regência, no litoral do Espírito Santo. Além dos graves impactos socioambien-
                tais ao longo do Rio Doce, incluindo a morte de 19 pessoas, o desastre causou um
                aumento extraordinário na carga de sedimentos em suspensão (até 33,000 mg/L)
                e metais associados, como ferro, alumínio e manganês, além de outros elemen-
                tos metálicos tóxicos, como arsênio e mercúrio (NETO et al., 2017). O aumento do
                mercúrio é atribuído à remobilização de sedimentos enriquecidos por esse metal


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