Page 409 - Brasil e o Mar no Século XXI
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Centro de Excelência para o Mar Brasileiro
            O BRASIL E O MAR NO SÉCULO XXI
                como coproduto da mineração artesanal de ouro na bacia hidrográfica do Rio Doce
                (HATJE, 2017).
                A Nota Técnica nº 3/2017/Vitoria-ES/Tamar/Dibio/ICMBio informa que:



                             Desde 21/11/2015 até o presente momento, a foz do Rio Doce segue apor-
                             tando continuamente no mar os rejeitos de barragem, em concentrações e
                             vazões variadas. A calha do rio ainda continua preenchida com a lama do re-
                             jeito, que, dependendo da vazão, mais ou menos rejeitos são carreados até a
                             foz, e daí para o ambiente marinho, onde, segundo as condições ambientais,
                             poderá deslocar-se para o norte ou para o sul. Além do que vem sendo apor-
                             tado continuamente pelo Rio Doce, a pluma sedimentar que já está presente
                             no mar e que se depositou no fundo oceânico, em processos de ressacas e
                             fortes correntes geradas pelas frentes frias, pode ser remobilizada de uma
                             região para outra de acordo com as condições ambientais, sendo necessário
                             o acompanhamento contínuo da mesma (...). (BRASIL, 2017, p. 3).



                Ou seja, o monitoramento deve ser continuado.
            •   Beneficiamento e exportação de não ferrosos:
                Entre os metais não ferrosos produzidos, destacam-se o alumínio, o manganês, o
                cromo, o zinco e o titânio. A produção de alumínio sofreu expansão acelerada a
                partir da década de 1970. A crise do petróleo reorientou a localização global das
                atividades intensivas em energia e grandes investimentos no setor foram direciona-
                dos para o Brasil. A implantação da Albras/Alunorte em Barcarena (PA) e da Alumar
                em São Luís (MA), utilizando a energia gerada em Tucuruí (PA), transferiu parte da
                produção brasileira de alumínio para a ZC.

                A extração e o beneficiamento do manganês vêm sendo realizados, há décadas, na
                Serra do Navio, no Amapá, pela Icomi, que o exporta pelo porto de Santana. Com
                o esgotamento dessa jazida, a Vale está explorando as reservas de manganês em
                Carajás (PA) e as jazidas do Azul e do Sereno, que totalizam 61 milhões de toneladas.
                A Icomi utiliza a infraestrutura de beneficiamento e transporte implantada pela
                Vale para exportar minério de ferro por Itaqui.
                A extração e o beneficiamento de cromo, cobre (pela Caraíba Metais) e titânio (pela
                Tibras) são expressivos no litoral da Bahia, ao norte de Salvador, com impactos sig-
                nificativos sobre o ambiente costeiro.
            •   Construção naval:
                Segmento do complexo metal-mecânico há décadas no litoral, tem forte concentra-
                ção no Rio de Janeiro com os estaleiros Verolme (Angra dos Reis), Ishibras e Mauá
                (na orla da Baía de Guanabara/RJ). No início da década dos anos 1980, teve início
                uma grave crise no setor, não ultrapassada até os dias de hoje .
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            12 Mais detalhes no Capítulo X: Construção Naval.


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