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5ª Parte: O Mar – Ecologia e Turismo
                                                               CAPÍTULO XII: POLUIÇÃO MARINHA
            De forma geral, as principais diretrizes e tendências tratadas nestes fóruns recaem nas
            seguintes questões:
            •   tratamento diferenciado das prioridades em função das peculiaridades e demandas
                regionais e de cada país;
            •   necessidade do estabelecimento de mecanismos de maior integração das agências in-
                ternacionais de cooperação e financiamento com vistas à viabilização de programas e
                projetos nacionais e regionais de comprovada prioridade e consistência técnica que in-
                cidem nas áreas de controle de atividades terrestres poluentes do ambiente marinho;
            •   necessidade de mecanismos de cooperação internacional entre países desenvolvi-
                dos e em fase de transição para formação de pessoal, transferência de tecnologia e
                aporte de recursos financeiros como fator essencial para dinamizar a implantação
                de programas e projetos regionais e nacionais;
            •   disponibilização da melhor informação científica, inclusive pela formulação de ar-
                ranjos internacionais, regionais e nacionais para a realização de pesquisas e inves-
                tigações com vistas a estabelecer uma base de informação que subsidie as políticas
                de intervenção, do planejamento à ação; e
            •   maior consciência entre os países da necessidade de estabelecer acordos e ar-
                ranjos que possibilitem a formação de blocos regionais e a implementação de
                ações conjuntas e integradas referentes à manutenção da qualidade do ambiente
                costeiro e marinho.
            Com base nesse cenário, os programas e projetos de caráter regional e nacional vol-
            tados à gestão integrada dos ambientes costeiros e marinhos têm sido direcionados,
            principalmente, para as seguintes ações:

            •   investimento maciço na reconversão dos efeitos danosos da poluição devido ao au-
                mento dos níveis de exigência da sociedade quanto à qualidade ambiental e do mer-
                cado quanto aos bens e produtos destinados ao comércio internacional;
            •   revitalização urbanística das cidades visando à recuperação de ambientes degrada-
                dos e à valorização do ambiente urbano para lazer e serviços;
            •   valorização da paisagem natural como componente do meio rural/urbano no que
                se refere à matéria-prima para o desenvolvimento de novas atividades – turismo/
                ecoturismo, educação – e para a manutenção da qualidade ambiental;
            •   estabelecimento de mecanismos de interação da ciência com a formulação de po-
                líticas com vistas a melhorias: na capacidade de previsão e controle da qualidade
                de dados; no conhecimento das variáveis naturais e da dinâmica socioeconômica;
                no acesso e no uso de novas tecnologias ambientalmente adequadas; no uso de
                indicadores de qualidade ambiental; no conhecimento e na consideração dos fa-
                tores de interação dos ambientes terrestres e marinhos; e na troca de informações
                entre países e regiões; e
            •   controle  da  poluição  marinha  pelo  exercício  do  monitoramento  ambiental  con-
                tinuado  e  da  gestão  sob  a  perspectiva  do  Programa  de  Gerenciamento  Costeiro
                Integrado associado ao gerenciamento de recursos hídricos em consonância com a
                legislação brasileira.


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